
A Câmara Municipal de Conde realiza
nesta quarta-feira (6), a partir das 14h, uma Audiência Pública para debater
sobre a paralisação das obras da Adutora do Conde e das obras de saneamento.
Ambas de responsabilidade do Governo do Estado.
A audiência pública será realizada após
apelos da população que sofre com a precariedade do abastecimento de água.
Os vereadores pretendem solicitar um
relatório minucioso sobre as obras em andamento no município. E, a partir daí,
avaliar o real motivo da demora na conclusão das obras que teve a Ordem de
Serviço assinada em 2013.
O presidente da Cagepa, Marcus Vinicius
Neves, a prefeita Tatiana Corrêa (PTdoB) e todos os vereadores confirmaram
presenças.
Um dos temas do evento será a barragem
Gramame-Mamuaba que possui capacidade para mais de 56 milhões de metros cúbicos
de água. O reservatório, localizado no Conde, é responsável pelo abastecimento
da região metropolitana de João Pessoa há vários anos, mas, não abastece a
cidade onde se localiza, fato que causa estranheza e revolta aos munícipes, que
não possuem água nas torneiras.
A prefeita Tatiana Corrêa ressaltou que
o objetivo da Audiência Pública é buscar soluções. Pois, segundo ela, já passou
da hora das obras serem concluídas pelo Governo do Estado. “Vamos cobrar
soluções. Se essas obras um dia tiveram início é porque eram importantes.
Portanto, vamos fazer as coisas certas como determina a Lei de Responsabilidade
Fiscal, ou seja, não vamos dar esperanças e virar as costas no final”, declarou
a gestora.
O município de Conde sempre sofreu com
escassez no abastecimento de água, mas, a esperança da população voltou após a
tão divulgada assinatura da Ordem de Serviço em 2013, quando o governador
esteve na cidade apenas para assinar um documento que autorizava o início das
obras da adutora. Mas, ficou só no papel.
A gestora diz não querer acreditar que
devido a posicionamentos políticos tomados por ela em não apoiar o governador,
uma população inteira esteja condenada ao sofrimento. “Só pedimos a conclusão
das obras da adutora de Conde, afinal, é um direito da população, que não
agüenta mais esperar por uma solução que nunca chega”, afirmou.
Secom-Conde
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