quinta-feira, 8 de maio de 2014

Juiz determina quebra de sigilo da Petrobras



A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal do Paraná determinou nesta quinta-feira (8) a quebra do sigilo bancário da Petrobras e do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal (PF) na operação Lava-Jato, deflagrada em março último para desbaratar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões.

Na decisão, o juiz Sérgio Moro limitou a quebra do sigilo a transações financeiras que envolvam contratos firmados com empresas para a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Há suspeita de superfaturamento no empreendimento da Petrobras.

“A Petrobras deverá apresentar em 20 dias o resultado da quebra discriminando as transferências, data, valor, contas envolvidas, as transferências a essas empresas relacionadas a pagamentos por obras, produtos ou serviços na refinaria Abreu e Lima”, consta da decisão.
Conforme a decisão, a quebra de sigilo da estatal deve abranjer o período de 2009 a 2013, “exclusivamente sobre as transferências bancárias” realizadas pela estatal para empresas do consórcio liderado por Camargo Corrêa e Sanko-Sider.
O objetivo dos responsáveis pelas investigações é aprofundar a apuração sobre os repasses da Camargo Correa para a Sanko Sider e, a partir daí, para empresas supostamente laranjas do doleiro Alberto Youssef, também preso na Lava-Jato. Em denuncia já acatada pela Justiça Federal, o MPF informou que, de 2009 a 2012, 17 empresas repassaram R$ 90 milhões à MO Consultoria, controlada por Youssef. A MO, segundo a PF, só existe no papel e seria usada pelo doleiro para movimentar dinheiro de origem ilegal.
Paulo Roberto Costa é suspeito de ter desviado recursos públicos da refinaria Abreu e Lima. Além das contas dele, a decisão do juiz se estende às contas bancárias de outras seis pessoas, incluindo filhas e genros de Costa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário