sábado, 23 de novembro de 2013

Genoíno está autorizado por Barbosa a se tratar em casa ou no hospital.


Genoino (Foto: Agência)
Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu nesta quinta-feira (21) que o deputado licenciado José Genoíno (PT-SP) se trate em casa ou em algum hospital até que uma junta médica avalie sua saúde. Os médicos têm 24 horas para enviar um laudo ao STF, segundo a assessoria de imprensa da Corte. 
A decisão de Barbosa atende parcialmente a um pedido feito pela defesa de Genoíno, que foi condenado há seis anos e 11 meses no processo do mensalão. O advogado do deputado, Luiz Fernando Pacheco, pede que seu cliente tenha direito à prisão domiciliar. Joaquim Barbosa só deve se pronunciar sobre isso após receber o resultado da perícia médica. Conforme ÉPOCA apurou, a autorização para prisão domiciliar já foi redigida.
Genoíno passou mal nesta quinta-feira na Penitenciária da Papuda, em Brasília, e foi transferido para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (IC-DF), no Hospital das Forças Armadas (HFA).
A defesa do petista disse que a suspeita é que o parlamentar tenha sofrido um enfarto. O IC-DF confirmou que o deputado foi internado no início da tarde, mas não há previsão de boletim médico.
Desde que foi transferido para Brasília, no sábado (16), o parlamentar tem passado mal, diz o advogado. Segundo ele, o estado de saúde do parlamentar “é bastante delicado e inspira cuidados” e a conclusão sobre isso constam do laudo médico liberado na quarta-feira (20), pelo Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Civil do Distrito Federal.
De acordo com o advogado, o laudo do IML descreve a cirurgia cardíaca a que Genoíno foi submetido quando retirou parte da artéria aorta. Também estão descritas no documento as recomendações de uso de uma série de remédios, como anticoagulantes. O documento atesta que ele tem cuspido sangue nos últimos dias. Segundo a defesa, Genoíno não tem condições de cumprir a pena de em uma penitenciária.

REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA BRASIL

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