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Joaquim Barbosa, presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), permitiu nesta quinta-feira (21) que o deputado
licenciado José Genoíno (PT-SP) se trate em casa ou em algum hospital até que
uma junta médica avalie sua saúde. Os médicos têm 24 horas para enviar um laudo
ao STF, segundo a assessoria de imprensa da Corte.
A decisão de Barbosa atende parcialmente
a um pedido feito pela defesa de Genoíno, que foi condenado há seis anos e 11
meses no processo do mensalão. O advogado do deputado, Luiz Fernando Pacheco,
pede que seu cliente tenha direito à prisão domiciliar. Joaquim Barbosa só deve
se pronunciar sobre isso após receber o resultado da perícia médica. Conforme
ÉPOCA apurou, a autorização para prisão domiciliar já foi redigida.
Genoíno passou mal nesta quinta-feira na
Penitenciária da Papuda, em Brasília, e foi transferido para o Instituto de
Cardiologia do Distrito Federal (IC-DF), no Hospital das Forças Armadas (HFA).
A defesa do petista disse que a suspeita
é que o parlamentar tenha sofrido um enfarto. O IC-DF confirmou que o deputado
foi internado no início da tarde, mas não há previsão de boletim médico.
Desde que foi transferido para Brasília,
no sábado (16), o parlamentar tem passado mal, diz o advogado. Segundo ele, o
estado de saúde do parlamentar “é bastante delicado e inspira cuidados” e a
conclusão sobre isso constam do laudo médico liberado na quarta-feira (20),
pelo Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Civil do Distrito Federal.
De acordo com o advogado, o laudo do IML
descreve a cirurgia cardíaca a que Genoíno foi submetido quando retirou parte
da artéria aorta. Também estão descritas no documento as recomendações de uso
de uma série de remédios, como anticoagulantes. O documento atesta que ele tem
cuspido sangue nos últimos dias. Segundo a defesa, Genoíno não tem condições de
cumprir a pena de em uma penitenciária.
REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA BRASIL

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