SENADOR
NEGA ACUSAÇÕES E SE DIZ SURPRESO COM DENUNCIA CONTRA SU GABINETE.

O senador Vital do
Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI do Cachoeira, que investiga a relação do
empresário Carlos Augusto Ramos com políticos e autoridades, negou nesta
terça-feira (22) que tenha uma funcionária fantasma em seu gabinete na Paraíba.
“Eu tenho uma
funcionária que tem regularidade no serviço do meu gabinete. Eu fui
surpreendido com a notícia”, afirmou.
Reportagem do jornal
“Folha de S. Paulo” desta terça aponta a estudante Maria Eduarda Lucena dos
Santos como a suposta funcionária fantasma do gabinete do senador. Pai da
estudante, o jornalista Adelson Barbosa afirmou em entrevista ao jornal que sua
filha é contratada por Vital do Rêgo para pagar os serviços que ele presta ao
senador.
Maria Eduarda é uma
das estudantes que disputa na Justiça a autoria do refrão da música "Ai,
se eu te pego".
“Eu não tenho nenhum
funcionário fantasma nem faltoso. O que aconteceu é que me veio uma informação
às 11 da noite de ontem e eu estava saindo de uma reunião da CPMI e, quando
soube, tomei as providências necessárias; abri uma sindicância interna; liguei
para o meu gabinete e fui informado de que a funcionária presta um serviço
regular”, disse Vital do Rêgo.
O senador disse que
em três ou quatro dias terá um relatório detalhado sobre as atividades desenvolvidas
pela funcionária. Só então, afirmou, decidirá se a mantém ou não em seu quadro
de funcionários. “Por enquanto, está tudo absolutamente regular”.
Sobre a declaração do
pai da funcionária de que era ele quem executava as tarefas, o senador disse
que “ele [o pai] informou equivocadamente”.
Mais cedo,
parlamentares cobraram uma explicação do peemedebista. Vital do Rêgo foi
defendido pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que é relator do processo por
quebra de decoro contra o senador Demóstenes Torres (sem partido, ex-DEM-GO) no
Conselho de Ética do Senado. Demóstenes é suspeito de envolvimento com
Cachoeira.
"Tenho plena
confiança na idoneidade do senador Vital do Rêgo e tenho certeza que ele
explicará a contento essas acusações. Acho que há em curso uma tentativa de
desacreditá-lo na presidência da CPI na medida em que ele tem atuado de forma
muito firme, muito dura, no sentido de não permitir que haja desvio do foco
central da nossa atuação na CPI, que é a investigação desta organização
supostamente dirigida pelo sr. Cachoeira", avaliou Humberto Costa.
Fonte: UOL
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